Antes de marcar a consulta, é normal querer saber o básico. Aqui estão as perguntas que mais ouço sobre catarata, glaucoma e atendimento.
Não. A anestesia é feita com colírio — só isso. Você fica acordado, calmo, conversando comigo durante o procedimento. Não há corte com bisturi, não há ponto, não há agulha. O que se sente é um pouco de luz e leve pressão, nada além disso. No pós, a sensação mais comum é de areia nos olhos por algumas horas, e passa rápido.
A cirurgia em si leva entre 10 e 20 minutos por olho. Você chega ao centro cirúrgico de manhã e volta para casa no mesmo dia — sem internação. No dia seguinte já estará vendo melhor do que antes. Em uma semana a maioria dos pacientes retoma as atividades do dia a dia. Esforço físico, mergulho e direção ficam restritos por cerca de 30 dias.
Depende da lente intraocular que escolhermos juntos. Hoje existem lentes premium — multifocais, EDOF e tóricas — que permitem ler, dirigir e enxergar de longe com pouca ou nenhuma dependência de óculos. Mas não é para todo paciente. Indicar a lente errada é tão grave quanto fazer a cirurgia mal. Por isso fazemos biometria precisa e conversamos sobre seu dia a dia antes de decidir.
Sim — desde que essas condições estejam controladas. Pacientes diabéticos e hipertensos operam comigo todos os meses, sem problema. Pedimos avaliação clínica recente, exames básicos atualizados e, em alguns casos, ajuste de medicação na semana da cirurgia. Doença crônica controlada não é contraindicação. Doença descompensada, sim.
Não é a prática recomendada. O padrão é operar um olho, esperar a recuperação inicial (geralmente 1 a 2 semanas) e depois operar o outro. Isso garante segurança: caso aconteça algo no primeiro olho — o que é raro — o segundo olho ainda está intacto. Em casos excepcionais, em pacientes com perfil específico, podemos avaliar a cirurgia bilateral no mesmo dia.
Essa é a pergunta mais perigosa do glaucoma — e eu respondo direto: sim, precisa tratar agora. A doença é silenciosa por natureza. Você não sente nada até começar a perder o campo de visão. E o que se perde, não volta. Mesmo sem sintomas, se você foi diagnosticado, o tratamento precisa começar — com colírio, laser ou cirurgia, conforme o caso.
Glaucoma não tem cura — mas tem controle, e bom controle por toda a vida. Pacientes diagnosticados a tempo e tratados corretamente terminam a vida enxergando normalmente. O que leva à cegueira não é o glaucoma em si: é o diagnóstico tardio e o tratamento abandonado.
Indico cirurgia quando uma destas três coisas acontece: o colírio não está mais segurando a pressão ocular; o campo visual continua piorando mesmo com a medicação correta; ou o paciente não tolera mais os colírios (alergia, irritação crônica). Cada caso tem seu momento certo.
São seguras e não são novidade. As MIGS — iStent, XEN45, Preserflo, Kahook, GATT — têm mais de uma década de estudos clínicos consolidados. A vantagem é a recuperação mais rápida e o risco menor comparado às técnicas tradicionais. A desvantagem é que nem todo paciente é candidato — a técnica precisa ser escolhida conforme o tipo e estágio do seu glaucoma.
Sim, o glaucoma tem um forte componente hereditário. Pessoas com pais ou irmãos com glaucoma têm risco aumentado em 4 a 9 vezes. Recomendo que parentes de primeiro grau de pacientes com glaucoma comecem o rastreio aos 35 anos (ou 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado, o que vier primeiro), com exame anual.
A primeira consulta dura cerca de 60 minutos. Faço a anamnese (sua história clínica), examino seus olhos completamente, faço os exames necessários no próprio consultório e converso com você sobre o diagnóstico e as opções. Você sai com tudo entendido.
Sim, sempre. Da consulta inicial ao último retorno do pós-operatório, é o Dr. Jaime quem te atende pessoalmente. Sem terceirizar etapas, sem cirurgia em série.
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